Splendor Solis Vênus: Cauda de Pavão
O Segundo Caderno do Estudante de Poesia Lui Morais
terça-feira, 29 de abril de 2025
Beat 21
domingo, 1 de agosto de 2021
A chama do amor
sábado, 31 de julho de 2021
Saibertu
sexta-feira, 30 de julho de 2021
Amor pra cê
quarta-feira, 28 de julho de 2021
Amor pra mim
Igual a cinco horas da tarde
Com chá das cinco na Colombo
Bate papo muitos quitutes
A brisa quente que invade
E música ao vivo
Com banda boa de choro
E alegria de amor
Labirinto
Onde eu me perdi
Desde a primeira vez que eu te vi
Foi amor à primeira vista
E recíproco
Era um sonho bonito
Do qual eu acordei
E descobri
Que o sentimento
Que você
Tinha por mim
Fugia pelas frestas
Pelos dias
Foi uma sensação insuportável
E eu pensei
O labirinto chegou ao fim
Mas o amor de verdade nunca acaba
E de novo
Eu acordei
Sonho dentro do
Sonho
E descobri que eu te amo
E você me ama
Meu bebê
Ficou faceira mais ainda quando
Me chamou pra apresentar
Para o seu pai
Parecia um momento único
Épico e inesquecível
No seu coração
E quando eu te falei
Que você parece ao mesmo tempo
Uma menina
E uma mulher
Você me olhou do modo
Mais tímido e apaixonado
E perguntou:
"Por que menina?"
"Por que mulher?"
É porque nesse mundo de fábulas
E eventos
Existimos nós dois
Eu e você
E esse amor único lindo gigante e apaixonado entre nós dois
Como um bebê
Pulsar quasar
O amor é a luz
A criação reluz e se presentifica
Em todas as espirais do tempo
Complex
Áion
E essa semente de sim que vim pra ver
Em você
Já é a árvore da criação
E todavia
Continua
O tempo todo a brotar
A renascer
O que posso dizer
Quem vê quem
A cachorro não vê nada
Espera pela madrugada
Entre os dois, nós, meu amigo,
Repeteco
Voa noite
Por isso os antigos chamavam a musa
E os irmãos falam na luz solar
Que encanta a pele
Produz vitamina
E faz a gente delirar
Bem calmo e leve
Como um surfista nas ondas da vida
Eu amo a poesia
Também chamo a música
E quero a luz solar
Mas em mim se viu louca a teoria
Todas as fontes de inspiração
E piração
Pro meu ser
Que eu posso conceber
Brotam o tempo todo de você
Pros títeres
Mane
Amor vidente
Se não fosse não suportaria nem por um bilionésimo de um dia
A dor do ego
A over dose de tantas frações
De tantos nãos
No arco gradiente
Que vai dos átomos superdivisíveis
Aos construtos anímicos
Incríveis
Ou cruéis
Por outro lado
O amor tem uma visão tão hiperpenetrante
Que vê o burro falante
O cavaleiro andante
E vence moinhos de ventos
O momento o evento
A viagem aos céus e o saci
E foi pensando em ti que eu me perdi
Em ti como o ratinho da Palavra Cantada
Ou qualquer outro personagem do mundo das fábulas
Que fala a minha verdade
Quando arde
Em mim
A chama do amor
Ah sim
Eu envio pra você as fotos dos meus quadros
Está calor e isso me enche de energia
Desisto de explicar qualquer coisa a alguém
Eu só quero chamego e chocolate
Mas os doces estão proibidos
Fico ouvindo o lp Joia de Caetano Veloso
Sob a forma estévia de cd
A capa na época proibida
Foi liberada no cd
Ele fez um desenho sobre a foto
Dele a mulher e o filho deles
Nus
Me faz pensar na capa de Two virgins
De John e Yoko
E da Trupe Chá de Boldo
Quero cantar e comer doce de leite
O calor está quente
Quem há que aguente?
Eu aguento e gosto
Veja no meu rosto
O ser
Envio fotos dos meus quadros
Pra você
Em tudo e em nós ressoa
Lhe peço que se lembre do futuro
Desse grande clarão que envolve tudo
E transmuta transubstancia e faz brotar
Novas formas de ser
Viver
Amar
Como em Hino ao Amor de Édith Piaf
Nos sentimos diante de um ser misterioso
Que vem do cosmos e pode ser qualquer coisa
Um alien que nasce em nós e ousa e usa
A nossa voz pra expressar um som maior
Que nós
Essa força é um dom e ao mesmo tempo
É alimento
Ligação
Congraçamento
Ocupa a terra o céu e as dimensões
As mentes das pessoas
E os nossos corações
Tudo é estranho
Isso sim é natural
Firme e certo
E ainda que fluxo
E devir
É algo que me dá um referencial
Overnatural
É por meu próprio querer
Que eu estou em você
É caro no sentido de querido
E ser a genuína geração
O que há de insuportável
Na esquerda
É que ela quer que todos
Sejam uns imbecis satisfeitos
O que há de insuportável
Na direita
É querer que todos sejam
Uns satisfeitos imbecis
O problema com essas duas seitas
É se empenharem no fabrico de imbecis
Quanto à satisfação tá tudo bem
Contudo que esteja sempre mesclada com um quantum
No gradiente entre uns grãos e um turbilhão
De insatisfação
Pra ter tesão
E ser a genuína geração
E fazer a ligação
Passarinho voa
Aqui e ali pausa
As nuvens apresentam tantos tons
Ah a gradação milionária das cores
A pele sente os cheiros e os sabores
A questão
É muito mais que senti-lo ou expressá-lo
Quer quando falo
Ou calo
Quer quando escrevo
Ou leio
Os olhos
Da manhã
Quer quando canta o canto que eu canto
Como uma cor do mundo
E cada ser a sua
A questão é vivenciar
Esses mundos
E fazer a ligação
Nosso aliado
Do ano que passou já tá passado
E o minotauro desamor que moranele
Eu e você saímos dali
E escapamos
Ilesos
Sete meses de amor
Que somam mais de oito
Agora
Nós teremos
Se quisermos
O tempo
Ao nosso lado
Nosso aliado
O tempo inteiro
Feito
De contentamento
Que é
O tempo
Do amor
E vamos provar
Pois sim
Pois esse é o fio da meada emaranha do novelo
Desafio pra todos os brasileiros
Agora veremos centauros e centenas de milhares
De corruptos sendo pegos
E assim recomeçar a acreditar
No país
Simplesmente porque
O país somos nós no coletivo
E somos melhores que isso
Hoje eu estou escrevendo este poema na minha Remington 25
Como é gostoso poder datilografar de novo
Quando o faço a poesia está na ponta dos meus dedos
Dirá você: você parece que tem mania de poesia
Sabia que existem outras coisas nesse mundo
Assim me pergunta o iracundo interlocutor
Enfastiado e invejoso de ver a minha insistência
Em tocar sempre na tecla do amor
Bom
Meus amigos
Essa é a minha experiência
Invento e que intento e faço o que posso
E afirmo o que
Consigo e comigo
Esta máquina de escrever é realmente importantíssima
Pro pensamento brasileiro
Nela escrevi e revi
Passei a limpo inúmeros poemas
Romances estudos ensaios e narrativas
Como por exemplo
Proteu
E
O homem secreto
A natureza é esse todo de energia
Incontáveis caminhos
Quando a gente fala na ecologia
Está falando a nossa própria economia
Porque é a ela que afeta
Os fluxos serem assim
Como ela intenta preservar
Quando eu era criança eu escrevia poesia
Desde quando me entendo por gente que faço
Escrevia a mão nas folhas de papel
Depois eu ganhei um pequeno caderno
Que enchi inteiro com meus versos
Ficou sendo um livro meu
A minha letra já foi feita
Mas a minha letra é linda
Depois eu ganhei a máquina de escrever Remington portátil creme
Com um estojo grande e forte azul
No qual eu guardava a máquina à noite
Depois que eu escrevia com ela muitas horas e eras
Pela noite e pelo dia e por um tempo todo meu
Que fica entre a noite e entre o dia e entre o seu e o meu
Eu sempre soube da fresta entre os mundos
Fiz inúmeros livros na minha máquina de escrever portátil Remington cor de creme
Criança e adolescente
A proposta era escrever prosa na máquina
E a mão a poesia
Porque a poesia vem do coração
Mas a preguiça dá os braços pro costume
E eu fiquei fazendo as poesias
Na minha máquina de escrever portátil Remington creme
Depois na máquina Práxis elétrica
Depois nos computadores
Desordenadores do caos
Agora com a crase dos caras-de-pau
Falo com meus eternos eus:
Gente, pau neles!!!!!!!
E volto pro caderno
Com meus versos